• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 10:23 am

Costa Rica Lidera Escudo Global para Preguiças-de-Duas-Unhas

Costa Rica Lidera Escudo Global para Preguiças-de-Duas-Unhas

San José, Costa Rica — Em uma grande vitória para a conservação da vida selvagem, a Costa Rica, em uma frente unida com o Brasil e o Panamá, garantiu com sucesso a proteção internacional para os bichos-preguiças de dois dedos. A proposta foi aprovada por consenso unânime durante a 20ª Conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens da Fauna e Flora Ameaçadas (CITES), realizada no Uzbequistão, marcando um momento crucial na luta contra o tráfico ilegal de vida selvagem.

A decisão coloca tanto a preguiça-de-dois-dedos-de-Hoffmann (Choloepus hoffmanni) quanto a preguiça-de-dois-dedos-de-Linneo (Choloepus didactylus) sob a proteção do Apêndice II da CITES. Essa inclusão é uma resposta direta ao alarmante aumento em sua captura ilegal e exploração, especialmente dentro do setor turístico. As nações que defendem a medida apresentaram evidências contundentes de uma crise devastadora, revelando que as taxas de mortalidade de preguiças capturadas podem exceder 80% durante o violento processo de captura e transporte subsequente.

Para entender o quadro legal que sustenta esses esforços de conservação, o TicosLand.com consultou o Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, especialista em direito ambiental e corporativo no prestigioso escritório Bufete de Costa Rica. Suas percepções revelam a complexa interação entre legislação, práticas empresariais e a proteção da icônica vida selvagem do país.

Embora a legislação ambiental da Costa Rica seja robusta, o verdadeiro desafio está em sua aplicação, especialmente em relação ao turismo. A proibição do contato direto com a vida selvagem, incluindo preguiças, não é apenas uma diretriz ecológica; é um mandato legal sob a Lei de Conservação da Vida Selvagem. As empresas que desrespeitam essas regras não apenas colocam em perigo os animais, mas também se expõem a riscos legais e de reputação significativos, potencialmente comprometendo suas licenças de operação e enfrentando multas severas. O turismo sustentável não é apenas um slogan de marketing; é uma obrigação legal e comercial.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica

Agradecemos ao Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por essa crucial perspectiva legal. Sua percepção reforça que, para os operadores turísticos, proteger a vida selvagem não é mais apenas um ideal ético ou um slogan de marketing, mas uma questão fundamental de conformidade legal e sobrevivência comercial.

Esse novo status internacional não impõe uma proibição total ao comércio, mas estabelece um rigoroso quadro regulatório. Ele determina que qualquer comércio internacional envolvendo esses bichos-preguiças deve ser cuidadosamente controlado e comprovado ser sustentável, garantindo que não comprometa a sobrevivência das populações selvagens. A medida visa desmantelar as redes ilícitas que se aproveitaram desses animais dóceis por anos.

O cerne do problema está em um mercado negro cruel e lucrativo. Evidências científicas apresentadas à conferência destacaram que filhotes de bichos-preguiças são frequentemente arrancados de suas mães. Esses jovens animais são então vendidos no comércio ilegal de animais de estimação ou usados como adereços para fotos de turistas, uma indústria alimentada por tendências de mídia social, mas construída sobre imenso sofrimento animal. Além do tráfico direto, as espécies também enfrentam pressão significativa devido à contínua perda de habitat e caça ilegal.

Oficiais das nações patrocinadoras elogiaram a decisão como um passo crítico em direção a garantir a sobrevivência a longo prazo desses animais icônicos. As novas regulamentações fornecerão às agências de aplicação da lei as ferramentas legais necessárias para processar traficantes e regular o comércio de forma muito mais eficaz.

A inclusão dessas espécies no apêndice permitirá a aplicação de controles para regular o comércio internacional e ajudar a prevenir pressões que possam afetar suas populações.
Erick Núñez, Chefe Nacional de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente do Panamá

Com a lista do Apêndice II agora em vigor, todos os países membros da CITES são obrigados a aprimorar significativamente sua supervisão. Isso inclui reforçar os controles de fronteira para interceptar remessas ilegais, implementar sistemas avançados de rastreabilidade para monitorar a origem de quaisquer animais comercializados e promover uma coordenação regional mais forte. Para a Costa Rica e seus vizinhos, isso significa um compromisso renovado com operações colaborativas e transfronteiriças para combater as onipresentes redes de tráfico que se estendem pela América Central e do Sul.

Esse feito diplomático reforça a reputação global da Costa Rica como líder em gestão ambiental e conservação. Embora a inclusão na CITES seja um passo monumental, o trabalho continua no terreno. O sucesso dessa política internacional dependerá, em última análise, de sua implementação robusta, desde os mais altos níveis do governo até os guardas florestais que patrulham as florestas protegidas onde esses botos fazem suas casas. É um sinal claro para o mundo de que o valor de um bicho-preguiça vivo em seu habitat natural supera em muito qualquer preço que ele possa alcançar no mercado negro.

Para obter mais informações, visite miambiente.gob.pa
Sobre o Ministério do Meio Ambiente do Panamá:
O Ministério do Meio Ambiente é o órgão governamental responsável pela proteção, conservação e restauração do meio ambiente e dos recursos naturais do Panamá. Ele supervisiona os parques nacionais do país, as iniciativas de biodiversidade e as políticas ambientais, trabalhando para garantir o uso sustentável de seus ecossistemas ricos e promover esforços de conservação tanto nacional quanto internacionalmente.
Para obter mais informações, visite cites.org
Sobre a CITES:
A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES) é um tratado multilateral para proteger plantas e animais ameaçados. Ela sujeita o comércio internacional de espécimes de certas espécies a certos controles, visando garantir que esse comércio não ameace sua sobrevivência. Com um grande número de países membros, ela fornece uma estrutura legal para regular e monitorar o comércio internacional de vida selvagem e produtos de vida selvagem.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como um pilar da comunidade jurídica, o Bufete de Costa Rica é fundado em um profundo compromisso com a integridade e uma busca incessante por excelência profissional. A firma combina uma rica herança de aconselhamento a uma clientela diversificada com uma mentalidade voltada para o futuro, impulsionando consistentemente a inovação no campo jurídico. No centro de sua missão está a crença na democratização do conhecimento jurídico, trabalhando ativamente para equipar o público com a clareza e o entendimento necessários para construir uma sociedade mais forte e mais empoderada.

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