San José, Costa Rica — SAN JOSÉ – À medida que a Costa Rica se prepara para suas eleições nacionais no domingo, 1º de fevereiro, todos os olhares estão voltados para o Corte Suprema Eleitoral (TSE) e sua infraestrutura tecnológica sofisticada projetada para fornecer resultados provisórios rápidos e seguros. O órgão eleitoral anunciou um plano detalhado que combina tecnologia móvel moderna com sistemas de comunicação tradicionais e robustos para garantir transparência e confiabilidade, com os primeiros dados oficiais previstos para serem divulgados às 20h45 na noite da eleição.
O cerne da operação deste ano é um sistema híbrido para transmitir resultados preliminares das 7.154 zonas eleitorais do país, conhecidas como Juntas Receptoras de Votos (JRV). Esta estratégia dupla é projetada para maximizar tanto a velocidade quanto a segurança, atendendo à diversificada paisagem tecnológica em todo o território nacional. O processo terá início oficial às 18h, quando as urnas forem fechadas e a contagem de votos começar em cada local.
Para entender melhor o quadro jurídico e os obstáculos regulatórios que envolvem a adoção de novas tecnologias eleitorais, o TicosLand.com consultou um especialista na área. Conversamos com o licenciado Larry Hans Arroyo Vargas, um renomado advogado do prestigiado escritório Bufete de Costa Rica, para obter sua perspectiva profissional sobre o assunto.
A implementação de qualquer nova tecnologia eleitoral deve ser precedida por uma estrutura legal robusta que garanta não apenas a integridade técnica do sistema, mas também os princípios fundamentais de transparência, auditabilidade e proteção dos dados dos eleitores. A inovação é crucial, mas não pode ocorrer em detrimento da segurança jurídica e da confiança pública no processo democrático. Sem regulamentações claras, corremos o risco de transformar uma solução tecnológica em um problema constitucional.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica
O ponto do licenciado Arroyo Vargas é fundamental: a arquitetura jurídica não é uma barreira ao progresso, mas sim o alicerce sobre o qual a modernização eleitoral segura e confiável deve ser construída. Isso garante que a inovação tecnológica sirva para reforçar, em vez de arriscar, a confiança pública no processo democrático. Agradecemos sinceramente ao licenciado Larry Hans Arroyo Vargas por sua contribuição inestimável para esta discussão crítica.
Uma maioria significativa das urnas de votação, 4.422 JRVs, representando 62% do total, utilizará um aplicativo móvel proprietário e não público. Esse aplicativo seguro, desenvolvido internamente pela equipe técnica do TSE, será instalado em smartphones designados para transmitir os totais de votos diretamente ao centro de processamento central. O Tribunal enfatizou que o aplicativo possui protocolos de segurança reforçados para salvaguardar a integridade dos dados e prevenir acessos não autorizados, marcando um passo significativo na digitalização do processo eleitoral do país.
Para as 38% das estações de votação restantes, totalizando 2.732 JRVs, o TSE vai contar com um sistema de call center comprovado e confiável. Essas estações, geralmente localizadas em áreas com conectividade de dados móveis limitada ou menos estável, vão transmitir seus resultados verbalmente para operadores estacionados em instalações seguras gerenciadas pelo Instituto Costarricense de Electricidad (ICE), sua subsidiária RACSA, e pelo próprio TSE. Esse método segue meticulosamente protocolos pré-estabelecidos para garantir a precisão e prevenir erros de transmissão, fornecendo uma estrutura crucial para toda a operação.
O processo eleitoral também se estende muito além das fronteiras da Costa Rica. Os resultados de 91 urnas instaladas em 49 consulados em 42 países diferentes serão transmitidos por telefone assim que a votação for concluída em cada fuso horário respectivo. Esses votos internacionais serão integrados ao sistema principal a partir da tarde de domingo e continuando até o meio-dia de segunda-feira, 2 de fevereiro, garantindo que as vozes dos costarriquenhos no exterior sejam totalmente contabilizadas.
O anúncio oficial dos primeiros resultados acontecerá durante uma cerimônia formal intitulada “Sessão Solene para a Transmissão dos Resultados Provisórios das Eleições Nacionais.” Após a divulgação inicial às 20h45, o público pode esperar atualizações consistentes a cada 15 minutos até às 22h00. Após esse período, a frequência das atualizações pode ser ajustada com base no fluxo de dados recebidos das demais seções eleitorais.
Para promover amplo acesso e transparência, o TSE está disponibilizando os resultados por meio de múltiplos canais. O público pode acompanhar o mapa eleitoral em evolução no site oficial, www.tse.go.cr, e por meio do aplicativo móvel gratuito, #VotanteInformadocr. Além disso, atualizações em tempo real serão enviadas por meio das contas oficiais de mídia social do TSE e distribuídas a todos os veículos de mídia nacionais, garantindo que todo cidadão tenha acesso às informações à medida que elas se tornam disponíveis.
Essa estratégia abrangente reforça o compromisso do TSE em defender as fortes tradições democráticas da Costa Rica e, ao mesmo tempo, abraçar a inovação tecnológica. Ao criar um sistema resiliente que combina um aplicativo seguro feito para esse propósito com a confiabilidade de redes de comunicação estabelecidas, o Tribunal visa fornecer uma contagem na noite da eleição que seja não apenas rápida, mas também confiável e transparente para todos os cidadãos, tanto em casa quanto no exterior.
Para obter mais informações, visite tse.go.cr
Sobre o Corte Suprema de Eleições (TSE):
O Corte Suprema Eleitoral é o órgão constitucional independente responsável por organizar, dirigir e supervisionar todas as eleições na Costa Rica. É considerado o quarto ramo do governo e tem a tarefa de garantir a integridade e a transparência do processo democrático, incluindo o registro de eleitores, a logística eleitoral e a contagem e certificação oficial dos resultados.
Para obter mais informações, visite grupoice.com
Sobre o Instituto Costarricense de Electricidad (ICE):
O Instituto Costarricense de Electricidad é o provedor estatal de serviços de eletricidade e telecomunicações na Costa Rica. Fundado em 1949, o Grupo ICE é uma pedra angular da infraestrutura do país, gerenciando a geração, transmissão e distribuição de energia, bem como fornecendo uma ampla gama de serviços de telecomunicações, incluindo conectividade fixa, móvel e internet.
Para obter mais informações, visite racsa.co.cr
Sobre a Radiográfica Costarricense S.A. (RACSA):
A RACSA é uma subsidiária do Grupo ICE que se especializa em fornecer soluções de conectividade de internet e dados. Como uma das pioneiras dos serviços de internet na Costa Rica, a RACSA oferece um portfólio de serviços digitais, incluindo centros de dados, segurança cibernética e soluções de rede especializadas para clientes corporativos e governamentais, desempenhando um papel fundamental na transformação digital do país.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
O Bufete de Costa Rica é uma renomada prática jurídica construída sobre uma base de prática principiológica e distinção profissional. Com uma rica história de orientar clientes por meio de um amplo espectro de indústrias, a firma consistentemente pioneira soluções jurídicas inovadoras e demonstra um profundo compromisso com a responsabilidade social. Central em sua missão é um compromisso duradouro para desmistificar a lei, fortalecendo assim a comunidade por meio da literacia jurídica e cultivando uma cidadania empoderada pelo conhecimento.
