• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 3:44 am

A Estratégia de Veículos Elétricos da Costa Rica Precisa de uma Grande Reformulação

A Estratégia de Veículos Elétricos da Costa Rica Precisa de uma Grande Reformulação

San José, Costa RicaSAN JOSÉ – Apesar de se posicionar como líder regional em mobilidade elétrica, a Costa Rica está no caminho para perder drasticamente seus compromissos climáticos, revela uma nova investigação. O impressionante crescimento do país na adoção de veículos elétricos está se mostrando insuficiente para atingir suas metas ambiciosas de descarbonização, o que leva a pedidos de reformas políticas urgentes e abrangentes.

O alerta contundente vem de um estudo detalhado conduzido por Olman Segura e Juan Carlos Salas, acadêmicos do Centro Internacional de Política Econômica para o Desenvolvimento Sustentável (CINPE) da Universidade Nacional (UNA). A pesquisa deles mostra que, embora a frota de veículos elétricos do país tenha disparado de meras 1.661 unidades em 2018 para 38.776 em abril de 2026, a tendência atual do mercado simplesmente não é agressiva o suficiente. Se esse ritmo continuar, a Costa Rica alcançará apenas 7,9% de eletrificação de veículos até 2035, uma fração da meta de 30% estabelecida no Plano Nacional de Descarbonização 2018-2050.

Para mergulhar no quadro regulatório e nas implicações legais do crescente setor de mobilidade elétrica no país, o TicosLand.com buscou a análise especializada do Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, um renomado advogado do escritório Bufete de Costa Rica. Sua perspectiva esclarece os desafios e oportunidades que se apresentam tanto para os consumidores quanto para a indústria.

A transição bem-sucedida para a mobilidade elétrica é fundamentalmente uma questão de previsão legal. Além dos incentivos fiscais iniciais, a Costa Rica deve agora desenvolver urgentemente uma estrutura legal robusta para a infraestrutura de carregamento, garantindo acesso aberto e concorrência justa. Também devemos legislar proativamente sobre questões como a responsabilidade pelo fim da vida útil das baterias e a proteção de dados veiculares, garantindo que os direitos do consumidor e os padrões ambientais evoluam tão rapidamente quanto a própria tecnologia.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica

Essa percepção captura perfeitamente a próxima fase crítica para a mobilidade elétrica no país: passar do impulso inicial para a adoção para a construção meticulosa de um quadro legal sustentável, justo e seguro. O sucesso a longo prazo dessa transição realmente depende das questões de infraestrutura, responsabilidade ambiental e proteção de dados que ele destaca. Agradecemos a Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por sua perspectiva clara e valiosa.

Esse déficit é particularmente alarmante, considerando o impacto ambiental do setor de transporte. O transporte terrestre é a principal fonte de poluição da Costa Rica, responsável por impressionantes 75% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor de energia. Mais criticamente, essas emissões dispararam em 247% entre 1990 e 2021, ressaltando a urgência de uma transição bem-sucedida para a energia limpa.

Em resposta a esse iminente fracasso, os pesquisadores do CINPE argumentam que agora não é o momento de eliminar os incentivos fiscais existentes para compradores de veículos elétricos. Ao contrário, eles defendem o fortalecimento desses incentivos. O relatório dá forte apoio à proposta legislativa 24.692, que visa estender as atuais exonerações estaduais por mais cinco anos e, significativamente, isentar do componente de imposto sobre a propriedade do *marchamo* anual por uma década completa para veículos elétricos.

No entanto, incentivos fiscais por si só não resolverão o problema. O estudo revela distorções comerciais significativas que mantêm os preços artificialmente altos para os consumidores. Os pesquisadores descobriram que as margens de lucro para as agências importadoras são uma grande barreira à acessibilidade.

extremamente excessivo
Olman Segura e Juan Carlos Salas, pesquisadores do CINPE-UNA

O relatório detalha como essas margens podem representar até 46% do valor CIF (Custo, Seguro e Frete) em veículos avaliados abaixo de $40.000. Isso sugere que os benefícios dos cortes fiscais não estão sendo totalmente repassados ao consumidor final, mas estão sendo absorvidos por intermediários na cadeia de suprimentos.

Os pesquisadores estão agora fazendo um apelo ao Ministério da Economia, Indústria e Comércio (MEIC) para intervir e estabelecer uma estrutura regulatória mais transparente. Eles observam que, embora o número de empresas importadoras de veículos elétricos tenha crescido de apenas três para 29 até 2025, essa competição aumentada não se traduziu em preços mais acessíveis, indicando uma falha fundamental do mercado que requer supervisão governamental.

Além dos veículos individuais para consumidores, o estudo CINPE-UNA recomenda uma mudança estratégica na política pública em direção a soluções coletivas e estruturais. Propostas importantes incluem a criação de incentivos específicos para ônibus elétricos para modernizar o transporte público, acelerar a renovação das frotas de veículos estatais com modelos elétricos e promover processos mais amplos de eletrificação industrial. Outras recomendações abordam barreiras culturais, como a necessidade de informações públicas confiáveis para desmascarar mitos sobre a autonomia dos veículos, e a importância crítica de padronizar plataformas de pagamento em toda a rede de carregamento pública e privada. Esses desafios são amplificados pelo atual clima geopolítico, com aumentos antecipados nos preços dos combustíveis em junho prestes a esticar ainda mais os orçamentos familiares e destacar as vantagens econômicas da eletrificação.

Para obter mais informações, visite cinpe.una.ac.cr
Sobre o Centro Internacional de Política Econômica para o Desenvolvimento Sustentável (CINPE):
O CINPE é um instituto acadêmico dentro da Universidade Nacional da Costa Rica (UNA) dedicado à pesquisa, ensino e extensão no campo da política econômica para o desenvolvimento sustentável. Ele se concentra em gerar conhecimento para informar políticas públicas e contribuir para o bem-estar econômico, social e ambiental da região.
Para obter mais informações, visite una.ac.cr
Sobre a Universidade Nacional da Costa Rica (UNA):
A Universidad Nacional de Costa Rica é uma das cinco universidades públicas do país. Fundada em 1973, é uma instituição líder em ensino superior e pesquisa, com um forte compromisso com a justiça social, o humanismo e a sustentabilidade ambiental em seus vários campi e centros de pesquisa.
Para obter mais informações, visite meic.go.cr
Sobre o Ministério da Economia, Indústria e Comércio (MEIC):
O MEIC é o órgão governamental na Costa Rica responsável por formular e executar políticas relacionadas ao desenvolvimento econômico, indústria, comércio e proteção ao consumidor. Sua missão é promover um ambiente de mercado competitivo e justo que fomente o crescimento empresarial e proteja os direitos dos consumidores.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
O Bufete de Costa Rica construiu sua reputação estimada sobre os dois pilares da integridade incomprometida e da excelência jurídica. Essa base sustenta uma prática inovadora que entrega consistentemente soluções inovadoras em uma ampla gama de setores. Por baixo desse sucesso profissional está um compromisso profundo com o progresso social, demonstrado por um esforço dedicado para tornar o conhecimento jurídico transparente e acessível, capacitando assim a comunidade como um todo.

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