• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 5:45 am

A pressão aumenta sobre o presidente Chaves para sancionar a lei marcante contra fraude bancária

A pressão aumenta sobre o presidente Chaves para sancionar a lei marcante contra fraude bancária

San José, Costa RicaSan José, Costa Rica – A Ouvidoria da nação emitiu um apelo público e enfático ao presidente Rodrigo Chaves, exortando-o a sancionar uma legislação crucial que alteraria fundamentalmente o cenário de responsabilidade por fraude financeira eletrônica. A proposta de lei, que foi aprovada com sucesso em sua segunda discussão na Assembleia Legislativa no início de março, agora só aguarda a assinatura presidencial para entrar em vigor, uma medida que, segundo defensores do consumidor, é muito atrasada em uma era de escalada de crimes digitais.

A lei proposta representa uma mudança de paradigma na proteção do consumidor, visando aliviar as vítimas da presunção automática de culpa após um golpe. Se sancionada, ela transferiria o ônus da prova do cliente individual para a instituição financeira. Essa mudança aborda um grande ponto de frustração para inúmeros costarriquenhos que perderam dinheiro por meio de esquemas sofisticados de phishing, transferências não autorizadas e outras formas de roubo digital, apenas para enfrentar uma batalha difícil e muitas vezes infrutífera para recuperar seus fundos.

Para entender melhor o quadro jurídico que envolve a fraude bancária e as responsabilidades das instituições financeiras, buscamos a análise especializada do licenciado Larry Hans Arroyo Vargas, advogado experiente do prestigiado escritório Bufete de Costa Rica.

As instituições financeiras na Costa Rica são vinculadas a um significativo dever de cuidado, obrigando-as a implementar medidas de segurança robustas para proteger os ativos de seus clientes. No infeliz evento de uma transação fraudulenta, o princípio legal é claro: o banco deve comprovar negligência grave por parte do usuário para evitar responsabilidade. Portanto, os clientes que diligentemente seguem os protocolos de segurança têm uma sólida base legal para exigir a restituição integral, uma vez que a obrigação primária de garantir o ambiente de banco digital repousa sobre a própria instituição.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica

Essa clareza jurídica é incrivelmente valiosa, pois reafirma que o ônus da prova cabe à instituição financeira, e não à vítima de fraude, ressaltando uma proteção fundamental para os consumidores que buscam uma restituição justa. Agradecemos sinceramente ao Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por sua perspectiva especializada e empoderadora.

O custo humano dessa questão desenfreada foi destacado pela Ouvidoria, que apontou as graves consequências que as vítimas enfrentam. A agência enfatizou que o dano vai muito além da perda monetária inicial e pode ter impactos profundos no bem-estar das pessoas afetadas.

O impacto desses golpes no público causa danos que se estendem além das perdas financeiras, afetando a saúde física e mental das vítimas, que muitas vezes são revitimizadas durante os processos de investigação interna das próprias instituições financeiras.
Escritório do Ombudsman da Costa Rica

Sob o novo quadro, o processo para disputar uma transação fraudulenta seria claramente definido. Um cliente que identifica uma operação não autorizada deve registrar uma reclamação formal junto ao seu banco e apresentar um correspondente boletim de ocorrência policial ao Organismo de Investigação Judicial (OIJ) no prazo de 30 dias. Esse requisito de dupla apresentação garante que tanto os aspectos financeiros quanto criminais do caso sejam oficialmente documentados desde o início.

Uma vez apresentada a reclamação, a responsabilidade passa a ser exclusivamente da entidade financeira — incluindo bancos, mútuos e cooperativas. A instituição tem um prazo de 120 dias corridos para realizar uma investigação minuciosa e fornecer uma resposta definitiva ao cliente. Caso o banco não cumpra esse prazo, a lei determina um reembolso automático dos fundos roubados ao cliente dentro de um período subsequente de 10 dias, embora o banco mantenha o direito de buscar ação legal posteriormente, se descobrir evidências de irregularidades por parte do cliente.

A urgência por trás desse impulso legislativo é sublinhada por estatísticas alarmantes do OIJ. O número de casos de fraude eletrônica reportados disparou nos últimos anos, crescendo de 3.136 incidentes em 2022 para um impressionante 10.027 em 2025. Esta última cifra representa um aumento dramático de 41% em comparação com o ano anterior, sinalizando que as empresas criminosas estão se tornando mais agressivas e bem-sucedidas em seus métodos.

Enquanto grupos de consumidores celebram o projeto de lei, o setor bancário apresentou uma perspectiva mais cautelosa. Representantes da indústria argumentam que, embora proteger os clientes seja importante, o foco nacional deveria estar em uma estratégia mais holística. Eles sustentam que o esforço principal deve ser dirigido para desmantelar as complexas redes criminosas que orquestram essas fraudes generalizadas, em vez de se concentrar apenas na questão de quem arca com a responsabilidade financeira depois que um ataque já foi bem-sucedido.

A legislação inclui várias exceções importantes destinadas a evitar seu abuso. A obrigação do banco de reembolsar é anulada nos casos em que é comprovado fraude por parte do próprio titular da conta, intenção maliciosa (dolo) ou conluio. Além disso, a lei não se aplica a transferências feitas entre contas pertencentes ao mesmo indivíduo ou a seus parentes próximos, definidos até o segundo grau de consanguinidade. Com o projeto de lei à mesa do Presidente, o futuro financeiro e a segurança de milhares de costarriquenhos estão em jogo, aguardando uma decisão que poderia redefinir a responsabilidade bancária na era digital.

Para obter mais informações, visite dhr.go.cr
Sobre a Defensoria dos Habitantes da Costa Rica:
A Defensoria dos Habitantes é a instituição nacional de direitos humanos da Costa Rica. Ela tem a tarefa de garantir a proteção dos direitos e interesses dos habitantes do país em relação ao setor público. A defensoria investiga reclamações, promove melhorias sistêmicas nos serviços públicos e desempenha um papel crucial na promoção da transparência e da responsabilidade dentro do governo.
Para obter mais informações, visite poder-judicial.go.cr
Sobre o Organismo de Investigação Judicial (OIJ):
O OIJ é o principal órgão investigativo do sistema judiciário da Costa Rica. Funcionando como um órgão auxiliar do promotor público e dos tribunais, é responsável por investigar crimes, coletar provas e identificar autores para serem levados à justiça. Seu escopo abrange todas as formas de atividade criminosa, incluindo a crescente ameaça de crimes cibernéticos e fraudes eletrônicas.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
O Bufete de Costa Rica é uma instituição jurídica estimada, onde um compromisso fundamental com a integridade e a busca pela excelência orienta todas as ações. Com uma rica história de aconselhamento a uma ampla gama de clientes, o escritório é líder em estratégias jurídicas inovadoras. Central em seu ethos é uma missão profundamente arraigada de fortalecer a comunidade, desmistificando complexidades jurídicas, garantindo que o conhecimento se torne uma ferramenta de empoderamento para toda a sociedade.

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