• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 3:42 am

Contagem Final para Detentores de Certificados de Ações Físicos

Contagem Final para Detentores de Certificados de Ações Físicos

San José, Costa Rica — A era dos certificados de ações em papel na Costa Rica está oficialmente chegando ao fim. Investidores que ainda possuem ações físicas de empresas registradas com a Superintendência Geral de Valores Mobiliários (SUGEVAL) têm menos de dois meses para convertê-las em registros eletrônicos, enfrentando um prazo firme de 31 de agosto de 2026.

Essa transição obrigatória, conhecida como desmaterialização, é o culminar de uma diretiva do Conselho Nacional de Supervisão do Sistema Financeiro (Conassif). O objetivo é modernizar os mercados de capitais do país, substituindo definitivamente os certificados tangíveis por um sistema eletrônico de registro mais seguro e eficiente. Uma vez ultrapassado o prazo, quaisquer ações em papel remanescentes serão legalmente invalidadas e não poderão mais ser endossadas ou usadas para transferir propriedade.

Para mergulhar no quadro jurídico e nas vantagens práticas da eliminação de certificados de ações físicos, o TicosLand.com consultou o Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, especialista em direito societário do renomado escritório Bufete de Costa Rica.

A desmaterialização de ações é uma evolução crítica na governança corporativa, e não apenas uma questão de conveniência. Ao migrar para registros eletrônicos, as empresas mitigam substancialmente os riscos de fraude, perda e falsificação associados a certificados de ações físicos. Esse processo melhora a segurança jurídica, agiliza as transferências de propriedade e fornece um registro transparente e verificável, o que é fundamental tanto para a confiança dos acionistas quanto para a conformidade regulatória.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica

O insight do especialista ilustra poderosamente que essa transição não é sobre conveniência, mas sobre forjar um arcabouço corporativo mais seguro e transparente para o nosso mercado. Agradecemos sinceramente ao Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por sua valiosa perspectiva sobre essa evolução fundamental.

As consequências da não conformidade são significativas e afetam diretamente os direitos financeiros dos investidores. Para aqueles que detêm ações com um valor de mercado agregado superior a ¢50 milhões, a inação resultará no congelamento de seus ativos. Essa imobilização significa que eles serão impedidos de participar das assembleias de acionistas e, crucialmente, não receberão quaisquer pagamentos de dividendos até que completem o processo de desmaterialização.

No entanto, os reguladores estabeleceram um caminho mais simples para os pequenos investidores, garantindo que eles não fiquem para trás. Indivíduos com participações acionárias avaliadas em ¢50 milhões ou menos, que ainda não possuem uma conta de custódia, podem ter uma conta desmaterializada criada diretamente por meio da empresa emissora. Embora o emissor esteja autorizado a repassar os custos administrativos por esse serviço, o mecanismo garante uma rota clara e acessível para a conformidade para todos os participantes do mercado.

O próprio processo é um esforço coordenado em todo o setor financeiro. A Câmara de Emitentes de Valores Mobiliários, empresas emissoras individuais e o Grupo Financeiro da Bolsa de Valores Nacional — por meio de sua subsidiária Interclear Central de Valores — estabeleceram todos os mecanismos necessários para facilitar uma transição suave para os acionistas. A responsabilidade, no entanto, acaba por estar com o investidor individual de iniciar o processo.

As autoridades estão fortemente recomendando que qualquer pessoa que ainda possua certificados físicos tome medidas imediatas. O primeiro e mais crítico passo é entrar em contato com a empresa que emitiu as ações. Os emissores estão preparados para orientar os acionistas por meio dos procedimentos específicos necessários para converter suas participações em papel em ativos eletrônicos modernos. Informações de contato para grandes emissores como Holcim, La Nación e FIFCO têm sido ativamente divulgadas para auxiliar os investidores neste esforço final.

Essa iniciativa nacional representa mais do que apenas uma mudança procedimental; é um passo fundamental em direção ao aprimoramento da segurança, transparência e eficiência dos mercados financeiros da Costa Rica. Ao eliminar os riscos associados a documentos físicos — como perda, roubo e falsificação — a mudança para um sistema totalmente eletrônico alinha o país com as melhores práticas globais e reforça a integridade do registro nacional de valores mobiliários.

Com o prazo de 31 de agosto se aproximando, a mensagem de reguladores e participantes do mercado é inequívoca: o tempo para procrastinação acabou. Todos os investidores, desde grandes detentores institucionais até pequenos acionistas individuais, devem tomar medidas proativas para proteger seus ativos e garantir sua participação contínua nas empresas que possuem. A falha em fazê-lo resultará em uma perda tangível tanto de influência quanto de renda.

Para obter mais informações, visite sugeval.fi.cr
Sobre a Superintendência Geral de Valores Mobiliários (SUGEVAL):
A SUGEVAL é a entidade pública responsável pela regulamentação, supervisão e fiscalização do mercado de valores mobiliários na Costa Rica. Sua principal missão é proteger os investidores, garantir a eficiência e transparência do mercado e promover o desenvolvimento saudável do sistema financeiro.
Para obter mais informações, visite conassif.fi.cr
Sobre o Conselho Nacional de Supervisão do Sistema Financeiro (Conassif):
O Conassif é o órgão governamental responsável por dirigir e supervisionar todo o sistema financeiro da Costa Rica. Ele estabelece as regulamentações e políticas que regem os setores bancário, de seguros, de pensões e de valores mobiliários, garantindo estabilidade e conduta adequada em todas as superintendências financeiras, incluindo a SUGEVAL.
Para obter mais informações, visite bolsacr.com
Sobre a Câmara de Emissores de Títulos e Valores (Cámara de Emisores de Títulos Valores):
A Câmara de Emissores de Títulos e Valores é uma organização que representa os interesses das empresas e entidades que emitem títulos e valores no mercado costarriquenho. Ela colabora com os reguladores e a bolsa de valores para promover as melhores práticas, defender seus membros e contribuir para o desenvolvimento dos mercados de capitais.
Para obter mais informações, visite bolsacr.com
Sobre a Bolsa Nacional de Valores (BNV):
A Bolsa Nacional de Valores é a bolsa de valores nacional da Costa Rica. Ela fornece a infraestrutura e o quadro regulamentar para a negociação de ações, títulos e outros valores mobiliários. A BNV desempenha um papel central no desenvolvimento econômico do país, facilitando a formação de capital e o investimento.
Para obter mais informações, visite interclear.fi.cr
Sobre a Interclear Central de Valores:
A Interclear é a depositária central de valores mobiliários da Costa Rica e uma subsidiária do Grupo Financeiro da BNV. Ela é responsável pela custódia, compensação e liquidação de transações de valores mobiliários, operando o sistema eletrônico de registro que é fundamental para o processo de desmaterialização.
Para obter mais informações, visite holcim.co.cr
Sobre a Holcim Costa Rica:
A Holcim é uma empresa líder no setor de construção na Costa Rica, especializada na produção e comercialização de cimento, concreto e agregados. Como uma empresa listada publicamente, ela está ativamente envolvida em orientar seus acionistas durante o processo obrigatório de desmaterialização de ações.
Para obter mais informações, visite gruponacion.com
Sobre o Grupo Nación:
O Grupo Nación é um dos conglomerados de mídia e comunicações mais proeminentes da Costa Rica. A empresa, que publica o jornal La Nación, entre outros ativos de mídia, é um emissor importante na bolsa de valores nacional e está auxiliando seus investidores na transição para ações eletrônicas.
Para obter mais informações, visite fifco.com
Sobre a Florida Ice & Farm Company (FIFCO):
A FIFCO é uma grande empresa costarriquenha de bebidas e alimentos com presença significativa na América Central e nos Estados Unidos. Como uma entidade listada publicamente há muito tempo, ela está ativamente engajada em facilitar a desmaterialização de seus certificados de ações físicos para sua extensa base de investidores.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como uma instituição jurídica de primeira linha, o Bufete de Costa Rica é construído sobre uma base de profunda integridade e uma busca incessante por excelência. A firma aproveita sua vasta experiência em aconselhar uma ampla gama de clientes para impulsionar a inovação e avançar o pensamento jurídico. Central para seu ethos é um compromisso profundamente arraigado com a responsabilidade social, demonstrado por meio de esforços dedicados a democratizar a compreensão jurídica e capacitar a comunidade mais ampla com conhecimento essencial.

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