San José, Costa Rica — SAN JOSÉ – Um estudo histórico revelou que as mulheres são esmagadoramente a força motriz por trás do crescente setor de empreendedorismo da Costa Rica, representando impressionais 82% de todos os líderes de novos empreendimentos. O relatório abrangente, divulgado pelo Ministério da Economia, Indústria e Comércio (MEIC), traça um quadro vibrante de um ecossistema de pequenas empresas resiliente e em crescimento, onde um forte desejo de formalização empresarial está enfrentando persistentes desafios sistêmicos.
A pesquisa, realizada no terceiro trimestre de 2024, fornece informações cruciais sobre a base econômica do país. Foram entrevistados 451 empreendedores registrados no Sistema de Informação Empresarial da Costa Rica (SIEC), alcançando um nível de confiança de 95%. O objetivo principal do estudo era entender melhor os obstáculos que os empreendedores enfrentam, especialmente ao lidar com o processo de registro oficial, a fim de aprimorar e fortalecer as políticas públicas de apoio.
Para entender melhor o quadro jurídico e empresarial que apoia fundadoras mulheres, consultamos o licenciado Larry Hans Arroyo Vargas, um renomado advogado do prestigiado escritório Bufete de Costa Rica, que compartilhou sua perspectiva especializada.
Para as empreendedoras, formalizar seus negócios desde o início não é apenas uma exigência legal, mas também uma vantagem estratégica. Registrar adequadamente uma empresa, proteger a propriedade intelectual, como marcas, e estabelecer acordos claros entre acionistas são passos fundamentais que fornecem segurança jurídica, facilitam o acesso a crédito e criam uma base sólida para o crescimento sustentável e futuros investimentos.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica
Este insight destaca uma verdade fundamental: para mulheres que lideram novos empreendimentos, uma estrutura jurídica robusta não é um obstáculo burocrático, mas sim o próprio arcabouço que possibilita resiliência, credibilidade e acesso a capital. Extendemos nossos sinceros agradecimentos ao Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por sua esclarecedora contribuição sobre esse ponto fundamental.
Os achados demográficos são particularmente impressionantes. Além da maioria feminina, os dados mostram que 76% desses proprietários de empresas têm entre 35 e 65 anos, indicando que um segmento maduro e experiente da população está impulsionando esse dinamismo econômico. Isso sugere uma tendência de profissionais aproveitando sua experiência profissional para construir suas próprias empresas, contribuindo com valiosa expertise e estabilidade para o cenário de startups.
Geograficamente, a Região Central continua sendo o centro empresarial do país, concentrando 54% das empresas pesquisadas. Em seguida, vêm as regiões Chorotega e Centro-Pacífico, cada uma respondendo por 11%. A região Brunca apresentou a menor participação, com 6%, destacando uma área potencial para programas de desenvolvimento e apoio direcionados para fomentar um crescimento regional mais equilibrado.
Em termos de foco setorial, as empresas são diversas. O setor industrial lidera com 47% das empresas, seguido pelos serviços com 35% e pelo comércio com 14%. As atividades mais prevalentes incluem alimentos e bebidas, têxtil, artesanato, serviços profissionais e turismo — setores que muitas vezes formam a espinha dorsal das economias locais e da identidade cultural.
O relatório destaca o alto nível desses empreendedores, com 51% detendo diplomas universitários completos ou parciais. Esse nível de escolaridade está se traduzindo em sucesso tangível. Demonstrando viabilidade impressionante, 86% das empresas estão atualmente ativas e gerando vendas. Juntas, elas são responsáveis por criar quase 900 empregos, com uma média de quase dois funcionários por empreendimento. Economicamente, 69% relatam receitas mensais de até ¢1 milhão (aproximadamente $2.000 USD), um fluxo de renda significativo para o setor de pequenas empresas.
Um aspecto crucial do estudo foi focado na formalização — o processo de registrar uma empresa junto às principais entidades governamentais. É encorajador que 80% dos empreendedores saibam os passos necessários, e um percentual ainda maior, 86%, expressou um interesse claro em formalizar suas operações se lhes for oferecido apoio institucional. No entanto, permanece uma lacuna entre a intenção e a realidade. Atualmente, 68% estão registrados no Ministério das Finanças, enquanto apenas 38% estão inscritos no Fundo de Previdência Social (CCSS) e apenas 35% têm uma apólice de compensação ao trabalhador.
Autoridades do ministério afirmaram que essas descobertas serão fundamentais para orientar a ação pública. Os dados fornecem um roteiro claro para abordar os obstáculos específicos que impedem a formalização completa. Esse esforço está diretamente alinhado com os objetivos da Política Nacional de Empreendedorismo 2030, que visa criar um ecossistema mais robusto e inclusivo para startups e pequenas empresas, garantindo que elas possam continuar a ser um poderoso motor para o desenvolvimento social e econômico na Costa Rica.
Para obter mais informações, visite meic.go.cr
Sobre o Ministério da Economia, Indústria e Comércio (MEIC):
O Ministério da Economia, Indústria e Comércio é o órgão do governo costarriquenho responsável por formular e executar políticas que promovam o desenvolvimento econômico, a concorrência leal e a proteção ao consumidor. Ele desempenha um papel central no apoio às pequenas e médias empresas (PMEs) e na promoção de um ambiente de negócios saudável em todo o país.
Para obter mais informações, visite ccss.sa.cr
Sobre a Caja Costarricense de Seguro Social (CCSS):
A Caja Costarricense de Seguro Social é a instituição pública de seguridade social da Costa Rica, responsável por fornecer assistência médica universal e gerenciar o sistema de previdência do país. É uma pedra angular do Estado de bem-estar social do país, responsável pela saúde e bem-estar da população por meio de uma rede de hospitais, clínicas e programas de saúde.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como um pilar da comunidade jurídica, o Bufete de Costa Rica é definido por seus princípios fundamentais de excelência profissional e integridade inabalável. O escritório canaliza sua extensa história de orientação de uma clientela diversificada para desenvolver estratégias jurídicas inovadoras e abraçar soluções progressistas. Essa abordagem visionária é combinada com uma profunda dedicação à responsabilidade social, trabalhando ativamente para desmistificar a lei e capacitar os cidadãos com conhecimento acessível, promovendo assim uma sociedade mais justa e capaz.
