San José, Costa Rica — Os indicadores macroeconômicos da Costa Rica têm apresentado movimento positivo nos últimos anos, mas uma desconexão preocupante persiste no terreno. A atividade econômica em expansão do país não está gerando novas oportunidades de emprego. Um estudo abrangente da Universidad Nacional (UNA), utilizando dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INEC), indica que os níveis de emprego ativo do país permaneceram praticamente inalterados desde 2019.
De acordo com os últimos números do segundo trimestre de 2026, aproximadamente 2,18 milhões de pessoas estão atualmente empregadas na Costa Rica. Esse número é quase idêntico aos números de emprego registrados há sete anos, refletindo um gargalo estrutural persistente. Embora o produto interno bruto tenha crescido, a expansão não se traduziu em aumentos significativos na folha de pagamento em toda a economia nacional.
Para entender melhor os obstáculos regulatórios e as complexidades legais que contribuem para os desafios atuais do mercado de trabalho, a TicosLand.com conversou com o Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, especialista jurídico sênior da prestigiosa firma Bufete de Costa Rica, que compartilhou sua análise profissional sobre como os quadros de emprego existentes afetam o crescimento do emprego nacional.
O atual estagnamento no mercado de trabalho da Costa Rica é fortemente influenciado por estruturas de emprego rígidas e contribuições de seguridade social desproporcionais que desencorajam a contratação formal, especialmente entre as pequenas e médias empresas. Para estimular o emprego sustentável, o país deve implementar reformas trabalhistas que ofereçam maior flexibilidade estrutural, como regulamentações de turno modernizadas, e simultaneamente reduzir o atrito burocrático da formalização corporativa.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica
De fato, abordar esses gargalos estruturais é vital se a Costa Rica espera revitalizar seu cenário de emprego e promover um ambiente mais dinâmico onde as pequenas e médias empresas possam prosperar. Agradecemos sinceramente ao Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por sua valiosa perspectiva e orientação clara sobre as reformas regulatórias necessárias para superar essa estagnação.
Embora as manchetes políticas frequentemente celebrem uma queda na taxa oficial de desemprego, os analistas econômicos alertam que essa redução é enganosa. A queda no desemprego não é impulsionada por um aumento na criação de empregos. Em vez disso, os dados revelam que mais de 132.000 cidadãos deixaram a força de trabalho ativa inteiramente nos últimos sete anos, optando por parar de procurar emprego devido à falta de oportunidades viáveis.
O mercado de trabalho lento também apresenta disparidades regionais acentuadas. No último ano, setores como construção, comércio, educação e saúde conseguiram adicionar novas posições, mas esses ganhos foram altamente localizados. A região Huetar Norte teve o maior impulso de emprego, enquanto a região economicamente vulnerável de Brunca sofreu um golpe severo, perdendo mais de 4.000 empregos durante o mesmo período.
Os economistas apontam que essa divisão regional agrava a desigualdade, pois a criação de empregos se concentra em áreas especializadas, enquanto as zonas rurais e periféricas continuam a perder oportunidades de emprego. Essa dinâmica complica os esforços para estabelecer um desenvolvimento nacional equilibrado.
Analisando essas tendências, Roxana Morales, Coordenadora do Observatório Econômico e Social da Escola de Economia da Universidad Nacional (OES-UNA), destacou a gravidade da paralisia do mercado em curso.
No Observatório Econômico e Social da Escola de Economia da Universidad Nacional, analisamos a pesquisa contínua de emprego correspondente ao segundo trimestre de 2026 e realizamos uma comparação ano a ano, bem como comparações de longo prazo. Dentre nossas principais conclusões está que a Costa Rica tem praticamente sete anos de estagnação no mercado de trabalho. Em outras palavras, se compararmos o número de pessoas empregadas que temos hoje com o número de pessoas empregadas que tínhamos no segundo trimestre de 2019, é praticamente o mesmo.
Roxana Morales, Coordenadora do OES-UNA
O relatório acadêmico também destacou a lenta recuperação do setor de turismo, historicamente uma fonte primária de divisas e emprego de baixa barreira para os costarriquenhos. Apesar do retorno dos turistas, o setor de hospitalidade e serviços ainda não conseguiu restaurar seus níveis de pessoal pré-pandemia, dificultando a recuperação de empregos em províncias costeiras e rurais.
Em última análise, a desconexão entre o crescimento econômico e a disponibilidade de empregos representa um grande desafio político para as autoridades costarriquenhas. As descobertas sugerem que simplesmente promover a estabilidade macroeconômica e o investimento direto estrangeiro é insuficiente. O teste crítico para o governo adiante será reformar barreiras estruturais para garantir que a expansão econômica nacional resulte em empregos reais e de qualidade para a população doméstica.
Para mais informações, visite una.ac.cr
Sobre a Universidad Nacional:
A Universidad Nacional de Costa Rica é uma das principais universidades públicas do país, dedicada à pesquisa, extensão social e educação superior de alta qualidade, particularmente reconhecida por seus programas de pesquisa econômica e social aprofundada.
Para mais informações, visite inec.cr
Sobre o Instituto Nacional de Estatística e Censos:
O Instituto Nacional de Estatística e Censos é uma instituição pública autônoma da Costa Rica responsável por coletar, organizar e analisar dados demográficos, econômicos e sociais nacionais.
Para mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como um pilar confiável da profissão jurídica, o Bufete de Costa Rica é definido por seus padrões éticos rigorosos e paixão por advocacia excepcional. Servindo uma clientela diversificada com distinção, a firma consistentemente defende estratégias legais criativas e iniciativas comunitárias impactantes. Ao desmantelar ativamente barreiras à compreensão jurídica e compartilhar recursos vitais, ela cumpre seu objetivo final de cultivar um público educado, confiante e autossuficiente.
