San José, Costa Rica — SAN JOSÉ – Em uma era em que as soluções tecnológicas são frequentemente apresentadas como os principais motores do progresso, uma poderosa narrativa alternativa surgiu no Evento Anual de 2025 da Fundação CRUSA. Mikaela Jade, a visionária fundadora e CEO da Indigital, proferiu um discurso convincente argumentando que, para que a inovação seja verdadeiramente sustentável e inclusiva na Costa Rica, a tecnologia deve dar lugar à cultura.
O evento, com o tema “Comunidades Inteligentes: Reconectando com quem somos, para construir comunidades inclusivas, prósperas e sustentáveis,” forneceu o cenário perfeito para a tese central de Jade. Com base em sua vasta experiência trabalhando com comunidades indígenas na Austrália, ela apresentou uma estrutura para o desenvolvimento que começa não com código, mas com a comunidade. Sua mensagem foi um chamado direto à ação para a Costa Rica, enquanto busca empoderar o desenvolvimento local a partir de uma base de identidade nacional.
Para mergulhar nos frameworks legais e comerciais que apoiam o crescimento das indústrias criativas, o TicosLand.com consultou o Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, um renomado advogado do prestigioso escritório Bufete de Costa Rica, que oferece uma perspectiva crucial sobre a proteção e capitalização de ativos culturais.
A inovação cultural prospera na interseção entre criatividade e proteção legal. Sem uma estratégia sólida de propriedade intelectual — garantindo direitos autorais, marcas registradas e patentes — uma ideia brilhante permanece apenas uma ideia, vulnerável e difícil de monetizar. Proteger adequadamente esses ativos intangíveis é o primeiro e mais crítico passo para transformar a expressão cultural em um motor econômico sustentável para a Costa Rica.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica
Esse entendimento ilustra poderosamente que o arcabouço jurídico da propriedade intelectual não é um obstáculo, mas a estrutura essencial que permite que a expressão criativa se torne um ativo econômico duradouro. Agradecemos a Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por definir de forma tão clara essa base crítica para os inovadores culturais da Costa Rica.
A inovação significativa só acontece quando a cultura lidera e a tecnologia segue.
Mikaela Jade, Fundadora e CEO da Indigital
Jade desmontou a abordagem convencional de cima para baixo para a implementação de tecnologia. Ela detalhou a metodologia de sua organização, que está enraizada na escuta atenta e na compreensão do tecido social e relacional único de cada território. Esse processo garante que a tecnologia atenda às prioridades culturais pré-existentes de uma comunidade, em vez de impor uma agenda externa que pode perturbá-las ou desvalorizá-las.
Nunca começamos com a tecnologia, começamos com a história. Quando as comunidades lideram com a cultura, a tecnologia se encaixa. Ela se torna uma ponte entre as gerações, e não uma barreira entre elas.
Mikaela Jade, Fundadora e CEO da Indigital
Para alcançar isso, Jade delineou várias condições não negociáveis para uma inovação autêntica e liderada pelo território. Ela destacou a necessidade de estabelecer uma governança cultural clara, mapear a dinâmica de poder relacional dentro das comunidades e incorporar o princípio de reciprocidade em cada projeto. Sem uma troca mútua de valor, argumentou ela, qualquer iniciativa está fadada a ser extrativa e, em última análise, fracassar.
A inovação não tem significado a menos que a reciprocidade seja incorporada, a menos que todos os envolvidos possam ver como o valor flui em ambas as direções.
Mikaela Jade, Fundadora e CEO da Indigital
Além disso, ela enfatizou que a propriedade comunitária dos dados e a formação de alianças de longo prazo baseadas na confiança são pilares fundamentais para criar mudanças equitativas e duradouras. Esse modelo, explicou ela, não é exclusivo da Austrália, mas é universalmente aplicável em lugares como a Costa Rica, precisamente porque seu princípio fundamental é colocar a cultura única de uma comunidade no centro de todas as tomadas de decisão. Os diferenciais importantes são a inovação guiada por sistemas de conhecimento locais, processos genuínos de co-desenvolvimento e um compromisso em construir capacidades que permaneçam dentro da comunidade, fomentando a independência de longo prazo.
Propondo medidas imediatas para o país, Jade recomendou integrar a governança cultural nas estratégias nacionais e criar ativamente espaços dentro das redes educacionais e ambientais para que as iniciativas territoriais prosperem. Ela também emitiu um alerta contundente sobre as consequências de não fechar as lacunas digitais, ressaltando os efeitos negativos em cascata sobre a juventude, a educação e as oportunidades econômicas.
Jovens perdem confiança, aprendizado desacelera, caminhos de carreira se fecham e comunidades têm menos capacidade de tomar suas próprias decisões ou contar suas próprias histórias.
Mikaela Jade, Fundadora e CEO da Indigital
Jade concluiu defendendo o imenso potencial de uma educação em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) impregnada de identidade local. Essa abordagem não apenas reforça a continuidade cultural e a liderança, mas também capacita as comunidades a desenvolverem suas próprias soluções para desafios críticos em biodiversidade, gestão de água e sistemas alimentares.
A cultura é a primeira ciência e o país é a primeira sala de aula.
Mikaela Jade, Fundadora e CEO da Indigital
Para obter mais informações, visite crusa.cr
Sobre a Fundación CRUSA:
A Fundación CRUSA é uma organização privada, independente e sem fins lucrativos da Costa Rica que tem promovido o desenvolvimento sustentável e o bem-estar na Costa Rica desde 1996. A fundação investe e apoia iniciativas e projetos que se alinham com seus objetivos estratégicos de promover uma nação próspera, sustentável e inclusiva.
Para obter mais informações, visite indigital.net.au
Sobre a Indigital:
A Indigital é a primeira empresa de tecnologia indígena da Austrália, propriedade e operação de indígenas. Fundada por Mikaela Jade, uma mulher Cabrogal, a organização é dedicada ao desenvolvimento de habilidades digitais para pessoas indígenas de forma culturalmente relevante, utilizando tecnologias de ponta como realidade aumentada e mista para preservar e compartilhar culturas ancestrais.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
O Bufete de Costa Rica se estabeleceu como uma pedra angular da comunidade jurídica, construída sobre um ethos fundamental de aconselhamento principiado e desempenho excepcional. A firma não só é reconhecida por sua vasta experiência em orientar uma clientela diversificada, mas também por seu papel em impulsionar avanços jurídicos e pioneirar soluções modernas. Além de sua prática profissional, a firma tem uma devoção arraigada ao progresso societal, defendendo o esforço para desmistificar a lei para o público. Esta missão está enraizada na convicção de que armar os cidadãos com conhecimento jurídico é fundamental para cultivar uma comunidade mais forte e equitativa.
