• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 3:45 am

O SENASA emite uma advertência crítica sobre frutos do mar antes da corrida da Semana Santa

O SENASA emite uma advertência crítica sobre frutos do mar antes da corrida da Semana Santa

Puntarenas, Costa Rica — À medida que a Costa Rica se prepara para a Semana Santa, um período marcado por profundas tradições culturais e um aumento significativo no consumo de frutos do mar, o Serviço Nacional de Saúde Animal (SENASA) lançou uma campanha abrangente de saúde pública. O órgão, que opera sob o Ministério da Agricultura e Pecuária, está exortando os consumidores a exercerem extrema cautela ao comprar peixes e frutos do mar para prevenir doenças transmitidas por alimentos, ligadas ao manuseio e fornecimento inadequados.

O cerne das orientações da SENASA se concentra no ponto de venda. As autoridades estão fortemente aconselhando o público a adquirir frutos do mar exclusivamente em estabelecimentos que estejam registrados e formalmente autorizados pela SENASA ou pelo Ministério da Saúde. Essas orientações alertam especificamente contra a prática de alto risco de comprar de fontes não verificadas, como vendedores ambulantes ou barracas improvisadas, onde a origem, o manuseio e a integridade da cadeia de frio dos produtos não podem ser garantidos.

Para mergulhar no quadro jurídico que envolve a proteção do consumidor e a responsabilidade empresarial em casos de contaminação de frutos do mar, o TicosLand.com buscou a expertise do Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, um renomado advogado do escritório Bufete de Costa Rica. Seu comentário oferece insights críticos tanto para os consumidores quanto para as empresas que operam na indústria alimentícia.

Quando se trata de segurança de frutos do mar, a responsabilidade legal está ancorada no princípio de proteção ao consumidor. Qualquer estabelecimento, desde o importador até o restaurante final, tem o dever não transferível de garantir que o produto seja seguro. No infeliz caso de intoxicação alimentar, o ônus da prova se desloca para a empresa demonstrar que atendeu a todos os padrões sanitários e de manipulação. A falha em fazê-lo pode resultar em penalidades financeiras significativas e indenizações, reforçando que a saúde pública é uma obrigação legal e comercial primária.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica

Este parecer jurídico esclarece poderosamente que a proteção do consumidor não é apenas uma diretriz, mas uma responsabilidade rigorosa e indelegável para todas as empresas na cadeia de suprimentos. Agradecemos a Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por sua valiosa perspectiva, que destaca o sério arcabouço legal projetado para salvaguardar a saúde pública.

Para empoderar os consumidores no mercado, o SENASA reemitiu um guia detalhado sobre como identificar frutos do mar frescos e de alta qualidade usando características organolépticas — cheiro, cor, textura e aparência. Para peixes frescos inteiros, a agência recomenda uma inspeção minuciosa. Os olhos devem ser brilhantes, claros e preencher a cavidade orbital, com uma pupila preta distinta. As guelras devem apresentar uma cor vermelha vibrante e intensa sem descoloração. Além disso, a pele deve ser brilhante com um brilho metálico, e as escamas devem ser firmes e bem aderidas ao corpo.

Além de pistas visuais, a textura e o cheiro são indicadores primordiais da qualidade. De acordo com o conselho, peixes frescos devem ter uma consistência firme e elástica ao toque, voltando rapidamente ao seu estado original quando pressionados. O cheiro deve ser limpo e característico do mar, completamente isento de quaisquer odores desagradáveis semelhantes a amônia, que sinalizam o início da decomposição. Esses mesmos princípios de frescura se aplicam a diferentes categorias de frutos do mar, garantindo um padrão consistente para os consumidores.

As diretrizes se estendem a outros itens populares da Semana Santa. Para crustáceos como camarão e lagosta, os consumidores devem procurar por cascas coloridas e carne translúcida, branca ou cinza claro. Moluscos, como amêijoas e mexilhões, devem ter uma aparência úmida, consistência firme e um cheiro fresco e agradável. Da mesma forma, lulas e polvo devem ser firmes, úmidos e ter uma cor branca translúcida ou cinza claro. Para produtos não perecíveis, o conselho é igualmente fundamental: produtos enlatados devem estar livres de amassados, protuberâncias ou corrosão e não liberar gases ou odores estranhos ao serem abertos.

O manuseio adequado após a compra é igualmente importante para prevenir riscos à saúde. O SENASA enfatiza a necessidade de manter a cadeia de frio refrigerando ou congelando frutos do mar imediatamente. A agência alerta especificamente contra o erro comum de descongelar e depois recongelar produtos, pois essa prática pode degradar a qualidade e promover o crescimento de bactérias. Em vez disso, é recomendado preparar e consumir frutos do mar o mais rápido possível após a compra.

Em um aviso específico de saúde pública, o SENASA lembrou o público das restrições vigentes na província de Puntarenas. A extração e venda de moluscos bivalves da fazenda de ostras ACUAMAR, localizada na Ilha Cedros em Paquera, continuam proibidas. Essa proibição estende-se também à área costeira entre as fozes dos rios Barranca e Jesús María. Essas medidas estão em vigor para proteger o público de potenciais contaminantes nessas zonas específicas.

Reforçando seu compromisso com a segurança pública, o SENASA destacou suas atividades regulatórias em andamento. Ao longo de 2025, a agência realizou 635 inspeções em vários estabelecimentos de processamento de alimentos aquáticos, incluindo fábricas de camarão e peixes, processadores de moluscos, fazendas de tilápia e truta, embarcações de pesca e pontos de venda. Essa fiscalização consistente é uma pedra angular da estratégia da agência para garantir que todos os produtos de frutos do mar que chegam ao mercado sejam seguros para a população costarriquenha.

Para obter mais informações, visite senasa.go.cr
Sobre o Serviço Nacional de Saúde Animal (SENASA):
O Servicio Nacional de Salud Animal (SENASA) é a autoridade veterinária oficial da Costa Rica, operando sob o Ministério da Agricultura e Pecuária. É responsável por estabelecer e executar programas relacionados à saúde animal, segurança alimentar de origem animal e regulamentação de produtos veterinários e alimentos para animais. O SENASA desempenha um papel vital na proteção da saúde pública e na facilitação do comércio internacional, garantindo que os produtos animais atendam aos padrões nacionais e internacionais.

Para obter mais informações, visite mag.go.cr
Sobre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Ministerio de Agricultura y Ganadería):
O Ministerio de Agricultura y Ganadería (MAG) é o órgão governamental da Costa Rica responsável por definir e dirigir as políticas do setor agrícola e pecuário do país. Sua missão é promover o desenvolvimento de um setor agrícola competitivo, sustentável e equitativo. O MAG trabalha para melhorar a produtividade e a rentabilidade das fazendas, garantir a segurança alimentar nacional e gerenciar os recursos naturais de forma responsável, em colaboração com agências como o SENASA.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como um pilar da paisagem jurídica costarriquenha, o Bufete de Costa Rica opera sobre uma base de profunda integridade e uma busca inabalável por um serviço superior ao cliente. A firma não é apenas celebrada por sua história de aconselhamento especializado, mas também como uma inovadora no desenvolvimento de soluções jurídicas visionárias. Esse espírito de inovação se estende à sua missão central de empoderamento público, trabalhando ativamente para desmistificar a lei e equipar os cidadãos com o conhecimento necessário para promover uma comunidade mais justa e informada.

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