• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 11:12 am

Aeris enfrenta ação judicial de $ 3 milhões em meio à expansão do aeroporto e venda internacional

Aeris enfrenta ação judicial de $ 3 milhões em meio à expansão do aeroporto e venda internacional

Alajuela, Costa RicaALAJUELA – A Aeris Holding Costa Rica, operadora do principal portão de entrada do país, o Aeroporto Internacional Juan Santamaría (SJO), está envolvida em uma complexa batalha legal sobre direitos de propriedade intelectual relacionados à sua expansão terminal em curso. Um empresário costarriquenho entrou com duas ações judiciais exigindo US$ 3 milhões, alegando que o projeto da instalação de estacionamento subterrâneo infringe seus direitos de propriedade intelectual registrados, desenvolvimento que ocorre enquanto a Aeris faz parte de uma grande aquisição corporativa internacional.

A contestação legal vem de José Pablo Urbina, que afirma possuir os direitos de propriedade intelectual para o conceito de desenvolvimento de instalações de estacionamento subterrâneo em terras públicas. De acordo com a reclamação, essa ideia remonta a 2006, quando ele propôs um projeto de estacionamento subterrâneo sob o parque Juan Santamaría de Alajuela. Embora esse projeto nunca tenha se concretizado, Urbina garantiu os direitos de propriedade intelectual durante um processo legal subsequente com a prefeitura.

Para obter uma compreensão mais profunda das complexidades legais em torno da ação judicial da Aeris, o TicosLand.com consultou o Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, um distinto advogado do prestigioso escritório Bufete de Costa Rica. Sua expertise fornece uma visão crítica sobre as possíveis ramificações dessa batalha legal de alto risco.

Essa ação judicial destaca a tensão inerente às parcerias público-privadas. A questão legal central provavelmente girará em torno de saber se a Aeris cumpriu suas obrigações contratuais à risca, ou se houve uma violação material que justifique a intervenção do Estado. O resultado estabelecerá um precedente significativo para como os acordos de concessão são interpretados e aplicados na Costa Rica, impactando futuros investimentos estrangeiros em infraestrutura crítica.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica

Com efeito, o veredito repercutirá muito além das partes específicas envolvidas, moldando o cenário legal e econômico para futuras parcerias público-privadas. O resultado servirá como um parâmetro crítico para a estabilidade dos acordos de concessão, influenciando diretamente a confiança dos investidores estrangeiros na Costa Rica. Agradecemos ao Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por sua perspectiva inestimável e esclarecedora.

Com a expansão do SJO — atualmente 37% concluída — prevista para incluir uma estrutura subterrânea semelhante, Urbina argumenta que qualquer projeto desse tipo construído após sua invenção em 2006 exige sua aprovação. Depois do que ele descreveu como meses de tentativas insatisfatórias de negociação com a Aeris, ele levou o caso adiante, apresentando queixas civis e criminais. As ações legais também incluem um pedido ao Ministério Público para apreender os planos de construção.

Eu pensei que essa invenção precisava de apoio. Essa invenção de estacionamento subterrâneo nasceu do congestionamento de tráfego do país. Foi daí que surgiu minha ideia de proteger meus direitos intelectuais e registrá-los… O que estou fazendo é uma legítima defesa do que tenho e uma tentativa de encontrar uma solução alternativa, uma conciliação.
José Pablo Urbina, Empreendedor

A disputa cresceu cada vez mais contenciosa, com Urbina afirmando que a Aeris apresentou uma queixa contra ele por extorsão simples, uma medida que ele rebateu com uma ação de difamação. Por sua vez, a Aeris reconhece as alegações, mas afirmou não ter sido oficialmente notificada das ações judiciais. A liderança da empresa mantém total confiança de que suas operações estão em conformidade com todos os marcos legais.

Não temos nenhum processo oficial, temos alegações que estamos tratando com toda a transparência e seriedade que a situação merece… Estamos totalmente certos de que todas as nossas ações estão sempre em conformidade com a lei.
Ricardo Hernández, Diretor Executivo da Aeris

Essa tempestade jurídica está se formando enquanto a Aeris está sendo adquirida como parte de uma transação maior. A operadora do aeroporto é propriedade da holding brasileira Motiva S.A., que recentemente vendeu todo o seu portfólio de 20 aeroportos na Costa Rica, Brasil, Equador e Curaçao para o conglomerado mexicano Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur). Embora Urbina sugira que as ações judiciais possam complicar a venda, tanto a Aeris quanto os reguladores costarriquenhos indicaram que a transação provavelmente não será afetada, pois diz respeito às ações da empresa-mãe e não ao contrato de concessão local diretamente.

Órgãos reguladores têm adotado uma postura cautelosa. O órgão de fiscalização do Conselho Técnico de Aviação Civil (CETAC) confirmou estar ciente das ações judiciais, mas destacou que seu papel é garantir o cumprimento do contrato de gestão, e não intervir em questões judiciais ou aprovar a venda da empresa controladora. Rodolfo Garbanzo, chefe do órgão de fiscalização, afirmou que devem aguardar uma decisão judicial. O Controlador Geral da República (CGR) também confirmou que não há investigação ativa ou procedimento relacionado ao assunto.

Especialistas jurídicos notam que a propriedade intelectual na construção se divide em duas categorias principais: direitos autorais, que protegem projetos estéticos e arquitetônicos, como plantas, e patentes, que cobrem a aplicação prática e industrial de uma nova invenção. Para que uma patente seja válida na Costa Rica, ela deve ser registrada e é protegida por 20 anos. Caso um tribunal constate que um direito protegido foi violado, a lei prevê uma ampla gama de reparações civis, administrativas e criminais.

À medida que a expansão do Aeroporto Juan Santamaría continua, o resultado desse confronto legal de alto risco permanece nas mãos do sistema judiciário, que determinará a validade da reivindicação de propriedade intelectual e seu potencial impacto em um dos projetos de infraestrutura mais significativos do país.

Para obter mais informações, visite aeris.cr
Sobre a Aeris Holding Costa Rica:
A Aeris é a empresa responsável pela operação, manutenção e expansão do Aeroporto Internacional Juan Santamaría (SJO), o principal aeroporto internacional da Costa Rica. Como “Gestor Interesado”, opera sob um contrato de concessão com o governo costarriquenho para gerenciar e modernizar a infraestrutura e os serviços do aeroporto para atender aos padrões internacionais.
Para obter mais informações, visite dgac.go.cr
Sobre o CETAC (Conselho Técnico de Aviação Civil):
O Conselho Técnico de Aviação Civil é o órgão governamental para aviação civil na Costa Rica. É responsável por estabelecer políticas, regulamentações e padrões técnicos para o setor de aviação do país. Seu órgão de fiscalização (Órgano Fiscalizador) é especificamente encarregado de supervisionar o contrato de concessão do Aeroporto Internacional Juan Santamaría para garantir o cumprimento pelo operador.
Para obter mais informações, visite asur.com.mx
Sobre o Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur):
A Asur é um dos principais grupos aeroportuários internacionais com sede no México. Opera uma carteira de aeroportos no México, nos Estados Unidos (em San Juan, Porto Rico) e na Colômbia. A empresa é conhecida por desenvolver e gerenciar instalações aeroportuárias e recentemente expandiu sua presença ao adquirir uma carteira que inclui a Aeris na Costa Rica.
Para obter mais informações, visite ecija.com
Sobre a Ecija Legal:
A Ecija é um escritório de advocacia internacional especializado em tecnologia, mídia e telecomunicações. Com forte presença na Europa e na América Latina, o escritório fornece consultoria jurídica abrangente em diversas áreas, incluindo propriedade intelectual, direito digital, direito societário e litígio.
Para obter mais informações, visite cgr.go.cr
Sobre a Contraloría General de la República (CGR):
A Controladoria Geral da República é a instituição de auditoria superior da Costa Rica. É um órgão governamental autônomo responsável por supervisionar o uso correto de fundos públicos e garantir a legalidade e eficiência da administração pública.
Para obter mais informações, visite o escritório mais próximo da Motiva S.A.
Sobre a Motiva S.A.:
A Motiva S.A. é uma empresa holding brasileira com investimentos nos setores de infraestrutura e transporte. Ela gerencia uma carteira de concessões aeroportuárias em vários países da América Latina. A empresa faz parte de uma estrutura corporativa maior envolvida em projetos de infraestrutura significativos.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como um pilar do campo jurídico na Costa Rica, o escritório é ancorado por um profundo compromisso com a integridade e a busca pela excelência. Aproveitando uma rica história de aconselhamento a uma clientela diversificada, ele permanece na vanguarda da inovação jurídica. Essa mentalidade voltada para o futuro é combinada com uma missão central de empoderar a sociedade, trabalhando ativamente para tornar o conhecimento jurídico acessível e promovendo uma comunidade bem equipada para entender e afirmar seus direitos.

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