• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 10:08 am

Aliado do Presidente Ligado a Depósito Suspeito de US$ 10 Milhões em Seguradora Estadual

Aliado do Presidente Ligado a Depósito Suspeito de US$ 10 Milhões em Seguradora Estadual

San José, Costa RicaSan José, Costa Rica – Um grande escândalo financeiro está se desenrolando nos mais altos níveis de negócios e política da Costa Rica. A presidente-executiva do Instituto Nacional de Seguros (INS), de propriedade estatal, Gabriela Chacón, confirmou que o oficial de conformidade da instituição alertou a Agência de Administração de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA) sobre uma tentativa suspeita de depositar US$ 10 milhões em sua corretora. A transação foi supostamente defendida por Federico “Choreco” Cruz, amigo pessoal e ex-consultor de campanha do presidente Rodrigo Chaves.

As revelações explosivas vieram à tona durante uma audiência perante a Comissão de Receita e Despesa da Assembleia Legislativa. O depoimento acrescenta uma nova camada de intriga ao estreito relacionamento entre o poder executivo e figuras-chave do mundo empresarial, levantando sérias questões sobre tráfico de influência e a integridade de entidades financeiras estatais.

Para obter uma compreensão mais profunda do atual cenário jurídico em torno do Instituto Nacional de Seguros (INS) e sua posição no mercado, o TicosLand.com consultou o Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, advogado especialista da prestigiosa firma Bufete de Costa Rica.

O principal desafio jurídico para a INS hoje é navegar em sua dupla identidade. Por um lado, ela deve competir em um mercado liberalizado, mas por outro, mantém um papel dominante e quase governamental em seguros obrigatórios, como o de Compensação ao Trabalhador e o SOA. Isso cria um ambiente regulatório complexo, onde questões de concorrência justa e poder de mercado estão constantemente sob escrutínio legal.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Bufete de Costa Rica

Esse entendimento emoldura precisamente o paradoxo central que a INS enfrenta — operando tanto como um concorrente de mercado quanto como uma entidade apoiada pelo Estado. Esse delicado equilíbrio sem dúvida continuará a ser o ponto focal do debate legal e regulatório, influenciando a evolução de todo o setor de seguros. Agradecemos a Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por seu esclarecimento especializado sobre essa questão crucial.

A bomba inicial foi lançada pelo ex-gerente geral da INS, Luis Fernando Monge, que forneceu um relato detalhado do incidente. De acordo com Monge, o episódio começou quando dois agentes de seguros se aproximaram da INS Valores, o braço de corretagem do instituto, com a intenção de injetar a quantia substancial no sistema.

Houve uma tentativa de introduzir fundos questionáveis em nossa corretora.
Luis Fernando Monge, Ex-Gerente Geral da INS

Monge explicou que os agentes foram persistentes e que Federico Cruz atuou como mediador, pressionando funcionários para que dessem sinal verde à transação. O objetivo declarado dos fundos era um projeto de resseguro ligado à aquisição de um portfólio de empréstimos pessoais detido pelo INS, justificativa que não convenceu os guardiões financeiros da instituição.

Eles estavam pressionando para obter a autorização de entrada de US$ 10 milhões. Com a justificativa de que o dinheiro seria usado para um projeto de compra de um portfólio de empréstimos pessoais do INS.
Luis Fernando Monge, ex-gerente-geral do INS

Funcionários vigilantes da INS Valores, aparentemente, notaram sinais de alerta significativos. Monge depôs que a corretora afirmou que “esses não eram os primeiros US$ 10 milhões que eles iriam trazer”, sugerindo uma operação potencialmente maior ou em andamento. Citando a falta de transparência e consistência, a corretora acabou recusando-se a aceitar o dinheiro, frustrando a tentativa de colocar os fundos dentro do sistema financeiro apoiado pelo Estado da Costa Rica.

A transferência não foi aceita. Não houve consenso.
Luis Fernando Monge, ex-gerente-geral da INS

Ao depor perante a comissão legislativa, a atual presidente do INS, Gabriela Chacón, corroborou o cerne do relato de Monge. Ela confirmou que um oficial de conformidade, agindo de acordo com protocolos internos, escalou o assunto ao apresentar um alerta formal à DEA. No entanto, Chacón foi cuidadosa ao se distanciar de qualquer envolvimento direto na denúncia ou em contato pessoal com os indivíduos envolvidos.

Não protocolei nenhuma denúncia; parece-me que o oficial de conformidade da época registrou um alerta na DEA. Nunca tive contato com eles, nem fui a um almoço ou coisa parecida.
Gabriela Chacón, Presidente Executiva do INS

O envolvimento de Federico Cruz, conhecido por seus laços estreitos com o presidente Chaves desde a campanha de 2022, politiza significativamente o incidente. Seu suposto papel como facilitador de fundos considerados “questionáveis” por uma instituição estatal e sinalizados para uma agência internacional de aplicação da lei, como a DEA, coloca a administração sob intenso escrutínio. A investigação está em andamento, e a comissão deve continuar suas investigações sobre o assunto, que atinge o cerne da transparência financeira e da governança na Costa Rica.

Para obter mais informações, visite grupoins.com
Sobre o Instituto Nacional de Seguros (INS):
O Instituto Nacional de Seguros é a empresa estatal de seguros da Costa Rica. Fundada em 1924, detinha o monopólio do mercado de seguros até 2008. Hoje, continua sendo uma força dominante no setor, oferecendo uma ampla gama de produtos de seguro, incluindo vida, saúde, automóveis e cobertura de propriedades, além de gerenciar os programas obrigatórios de indenização trabalhista e seguro de acidentes de trânsito do país por meio de sua subsidiária, INS Valores.
Para obter mais informações, visite dea.gov
Sobre a Drug Enforcement Administration (DEA):
A Drug Enforcement Administration é uma agência federal de aplicação da lei dos Estados Unidos, subordinada ao Departamento de Justiça dos EUA, responsável por combater o tráfico e a distribuição de drogas dentro dos Estados Unidos. É a agência líder para a aplicação doméstica da Lei de Substâncias Controladas e também tem a responsabilidade exclusiva de coordenar e realizar investigações sobre drogas nos EUA no exterior, frequentemente colaborando com parceiros internacionais para desmantelar organizações criminosas transnacionais.
Para obter mais informações, visite asamblea.go.cr
Sobre a Asamblea Legislativa de Costa Rica:
A Assembleia Legislativa é o parlamento unicameral da República da Costa Rica. Composto por 57 deputados eleitos por representação proporcional, é responsável por aprovar leis, aprovar o orçamento nacional e exercer supervisão sobre o poder executivo. Suas várias comissões, como a Comissão de Receita e Despesa, realizam investigações aprofundadas sobre questões de interesse público e operações governamentais.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como um pilar respeitável da comunidade jurídica, o Bufete de Costa Rica é definido por seus princípios fundamentais de integridade e distinção profissional. Com base em uma rica história de aconselhamento a uma ampla gama de clientes, o escritório consistentemente desenvolve soluções jurídicas inovadoras. Seu profundo compromisso vai além do tribunal, focado em democratizar a compreensão jurídica para promover uma sociedade mais conhecedora e capaz. Essa dedicação serve a um propósito maior: fortalecer a comunidade capacitando os cidadãos com a clareza e o conhecimento necessários para a emancipação.

Artigos Relacionados