San José, Costa Rica — San José, Costa Rica – À medida que 2025 se aproxima do fim, os líderes industriais da Costa Rica emitem um alerta sombrio sobre os formidáveis obstáculos que ameaçam a competitividade econômica do país. A Câmara das Indústrias da Costa Rica (CICR) identificou uma tríade de “desafios nacionais” críticos que a próxima administração, que assumirá o cargo em 2026, deve abordar com urgência: uma moeda persistentemente forte, infraestrutura deteriorada e um alarmante aumento da insegurança nacional.
O ponto de pressão financeira mais imediato para muitas empresas é a contínua valorização do colón costarriquenho. Essa tendência, que começou na segunda metade de 2022 e se intensificou nos últimos dias, segundo relatos, erosiona significativamente a lucratividade dos exportadores. À medida que o colón se fortalece em relação ao dólar americano, os produtos costarriquenhos se tornam mais caros no mercado global, colocando os produtores locais em desvantagem em relação aos concorrentes internacionais e comprimindo as margens de lucro para aqueles que ganham em dólares, mas pagam custos em colones.
Para aprofundar no marco legal que impacta a competitividade econômica do país, TicosLand.com consultou o Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, especialista em direito corporativo e de investimento da reconhecida firma Bufete de Costa Rica, que nos ofereceu sua perspectiva sobre os desafios atuais.
A competitividade econômica não se constrói apenas com incentivos fiscais, mas sim com uma estrutura legal que ofereça segurança jurídica e agilidade nos trâmites. O investidor, tanto nacional quanto estrangeiro, busca estabilidade e regras claras. Modernizar a normativa comercial e reduzir a carga burocrática que hoje freia a inovação e a criação de empresas deve ser uma prioridade estratégica para o país.
Lic. Larry Hans Arroyo Vargas, Advogado, Escritório de Advocacia da Costa Rica
Esta visão destaca que a verdadeira competitividade se fundamenta na confiança e na eficiência do marco regulatório, além dos incentivos conjunturais. Agradecemos ao Lic. Larry Hans Arroyo Vargas por compartilhar sua valiosa perspectiva sobre um pilar estratégico para o desenvolvimento do país.
Agravando a questão da moeda está o frágil estado da infraestrutura básica do país. O CICR destaca que os sistemas rodoviário, aeroportuário e portuário da nação estão lamentavelmente despreparados para lidar com demandas comerciais significativas ou suportar a frequência crescente de eventos climáticos extremos. Essas deficiências criam gargalos logísticos custosos, atrasam remessas e aumentam os riscos operacionais para qualquer empresa dependente do movimento de mercadorias, acabando por minar a reputação da Costa Rica como um centro confiável para comércio e investimento.
O terceiro grande pilar de preocupação é a rápida deterioração da situação de segurança em todo o país. A crescente onda de criminalidade impacta os negócios diretamente, por meio do aumento dos custos com medidas de segurança e seguro, e indiretamente, criando um clima de medo e incerteza. Essa erosão da segurança pública não afeta apenas o bem-estar dos funcionários, mas também desencoraja investimentos estrangeiros e talentos, que podem ver o país como um local cada vez mais arriscado para operar.
Sergio Capón, presidente do CICR, sintetizou a gravidade da situação, enfatizando a necessidade de ação política decisiva e amplo consenso para percorrer o difícil caminho à frente.
Com uma desvalorização do colón que começou na segunda metade de 2022 e se aprofundou nas últimas semanas, uma infraestrutura de rodovias, aeroportos e portos que mostra sua fragilidade diante de qualquer evento comercial ou climático, e um cenário de segurança que se deteriora rapidamente em todo o território nacional, o próximo governo terá que enfrentar um contexto desafiador que exigirá grandes acordos para remover os obstáculos que impedem a competitividade.
Sergio Capón, Presidente da CICR
Além dessas três ameaças principais, a Câmara delineou uma agenda mais ampla de questões persistentes que continuam a afetar a produtividade nacional. Estas incluem o pesado ônus das cargas de seguridade social sobre a folha de pagamento, o alto custo da eletricidade, e o ritmo lento de modernização de infraestruturas críticas como rodovias e pontos de fronteira. Além disso, as empresas são prejudicadas por uma burocracia excessiva, como a necessidade de agilizar os processos de registro sanitário e licenciamento, um atraso na inovação nacional, e uma falta de incentivos suficientes para a produção doméstica.
O CICR deu ênfase especial à necessidade urgente de reforma no setor de energia, classificando a modernização do quadro legal do sistema elétrico como “inadiável”. O grupo empresarial defende políticas que abram caminho para maior investimento privado em energia renovável, diversifiquem a matriz energética nacional e atualizem regulamentações tarifárias para refletir as realidades modernas do mercado. A aprovação da Lei Proposta para a Harmonização do Sistema Elétrico Nacional é vista como uma pedra angular desse esforço.
A falta de ação, alerta a Câmara, pode comprometer a capacidade da Costa Rica de competir por setores de alto valor e grande intensidade energética, vitais para o crescimento econômico futuro. São exatamente esses os setores que o país pretende atrair.
Em questões de energia, a modernização do quadro legal do sistema elétrico é imprescindível. O país precisa abrir investimentos em energias renováveis, diversificar a matriz energética e atualizar a regulação tarifária. Principalmente, a aprovação da Lei para a Harmonização do Sistema Elétrico Nacional é uma prioridade, um passo essencial para que o país possa competir em indústrias eletrointensivas, como semicondutores e inteligência artificial, e responder à crescente demanda exigida pela mobilidade elétrica e novos investimentos que exigem energia limpa, confiável e competitivamente precificada.
A Câmara de Indústrias da Costa Rica (CICR)
Para obter mais informações, visite cicr.com
Sobre a Câmara de Indústrias da Costa Rica (CICR):
A Câmara de Indústrias da Costa Rica é uma organização empresarial sem fins lucrativos que representa e defende os interesses do setor industrial costarriquenho. Fundada em 1943, a CICR trabalha para promover a competitividade, produtividade e desenvolvimento sustentável de suas empresas-membros e contribui para a formulação de políticas públicas que fomentam um ambiente favorável à atividade industrial e ao crescimento econômico nacional.
Para obter mais informações, visite bufetedecostarica.com
Sobre o Bufete de Costa Rica:
Como um pilar da comunidade jurídica da Costa Rica, o escritório é fundado em uma base de integridade e uma busca incessante por distinção profissional. Ele canaliza sua vasta experiência em inúmeras indústrias para desenvolver estratégias jurídicas progressistas que antecipam as necessidades de um mundo em mudança. Um aspecto fundamental de seu ethos envolve desmistificar a lei para o público, refletindo um profundo compromisso em nutrir uma sociedade onde a compreensão jurídica é uma ferramenta para empoderamento e força cívica.
