• agosto 28, 2026
  • Última Atualização agosto 28, 2026 11:19 am

Parlamentar Acusa Conselho de Previdência de Enganar o Público sobre Fundo de ₡14 Trilhões

Parlamentar Acusa Conselho de Previdência de Enganar o Público sobre Fundo de ₡14 Trilhões

San José, Costa RicaSan José – Uma intensa discussão sobre o futuro das poupanças para aposentadoria na Costa Rica estourou na Assembleia Legislativa, com um deputado independente acusando o regulador nacional de previdência de enganar deliberadamente o público. O deputado Gilberth Jiménez apresentou um discurso inflamado, munido de cálculos que afirma provar que o Plano de Pensão Complementar Obrigatório (ROPC) do país, de ₡14,3 trilhões, é mais do que capaz de fornecer pagamentos integrais e em parcela única aos aposentados, contrariando diretamente a narrativa oficial de risco sistêmico.

A controvérsia gira em torno da crescente demanda dos trabalhadores para acessar 100% de seus fundos ROPC ao se aposentarem. Atualmente, os aposentados são obrigados a receber suas poupanças em pequenas parcelas mensais. Os reguladores de pensão, liderados pela Superintendência de Pensões (SUPEN), argumentam há muito tempo que permitir retiradas integrais “descapitalizaria” o sistema, colocando em risco sua estabilidade a longo prazo. Jiménez rejeitou veementemente essa premissa como uma falsidade projetada para beneficiar os operadores de fundos.

Dirigindo-se diretamente às autoridades de pensão do plenário da assembleia, o deputado lançou um desafio contundente à sua posição oficial. Ele os acusou de usar táticas de medo para manter o controle sobre o capital dos trabalhadores, enquanto os números contam uma história diferente de imensa liquidez e solvência.

Não venham enganar e não venham mentir… Aqui estão os números, aqui está a realidade.
Gilberth Jiménez, Deputado Independente

O cerne do argumento de Jiménez se baseia em uma análise matemática simples. Ele detalhou que os ativos totais gerenciados pelo sistema de pensão atualmente somam colossais ₡14,3 trilhões. Nesse contexto, ele apresentou projeções demográficas mostrando que entre 82.000 e 84.000 pessoas devem se aposentar nos próximos cinco anos. Com base em saldos médios, pagar a cada um desses indivíduos suas poupanças ROPC integrais custaria cerca de ₡995 bilhões.

Jiménez enfatizou a disparidade entre o custo do pagamento e o tamanho total do fundo, destacando que a retirada em massa projetada representaria apenas 7% do capital total. Esse fato, argumentou ele, desmonta inteiramente a teoria da “descapitalização” e expõe a relutância dos reguladores como uma escolha política, não uma necessidade financeira.

Ouçam, senhores, há 14 trilhões em capital hoje… nem gastaríamos um trilhão.
Gilberth Jiménez, Deputado Independente

Para os aposentados, o debate tem consequências profundas no mundo real. O sistema atual de parcelas mensais muitas vezes fornece somas muito pequenas para cobrir despesas significativas, como pagar uma hipoteca, iniciar um pequeno negócio ou lidar com uma emergência médica. Jiménez enquadrou a questão como uma questão de direitos de propriedade fundamentais, argumentando que os fundos pertencem aos trabalhadores que os ganharam e devem estar disponíveis quando mais necessários.

As economias devem ser devolvidas às pessoas quando elas precisam delas, não quando morrem.
Gilberth Jiménez, Deputado Independente

À medida que o debate se intensifica, a pressão política está aumentando no que é descrito como um ano pré-eleitoral. O deputado alertou seus colegas na assembleia de que o sentimento público é fortemente favorável à reforma e que ignorar a vontade popular pode ter consequências nas urnas. O slogan “se não houver ROPC, não há voto” começou a circular, transformando uma discussão financeira técnica em um movimento político potente.

O impasse agora coloca um desafio legislativo baseado em dados contra a posição estabelecida dos reguladores financeiros do país. Com os cidadãos exigindo controle sobre suas economias de vida e os operadores se beneficiando da gestão de um fundo de vários trilhões de colóns, a batalha pelo ROPC está prestes a se tornar uma questão definidora para o cenário econômico e político da Costa Rica nos próximos meses.

Para obter mais informações, visite supen.fi.cr
Sobre a Superintendência de Pensões (SUPEN):
A Superintendência de Pensões é o órgão governamental da Costa Rica responsável por regular e supervisionar os sistemas de pensão do país. Sua missão principal é garantir a solvência e o funcionamento adequado dos fundos de pensão, protegendo as economias e os benefícios futuros dos trabalhadores filiados. A SUPEN estabelece regras operacionais para os operadores de pensão e supervisiona a conformidade para manter a estabilidade do quadro de aposentadoria nacional.
Para obter mais informações, visite asamblea.go.cr
Sobre a Assembleia Legislativa da Costa Rica:
A Assembleia Legislativa é o parlamento unicameral da República da Costa Rica. Composto por 57 deputados eleitos por votação popular, é o ramo do governo responsável por aprovar leis, aprovar o orçamento nacional e exercer controle político sobre o poder executivo. Serve como o fórum principal para o debate nacional e a criação de políticas públicas.

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